Caso de PMs em área do MST se complica
Desculpe a insistência num assunto que só parece nada ter a ver com ciência, a saber, a questão ideológico-fundiária-ambiental. Ontem critiquei o filósofo conservador Denis Lerrer Rosenfield por seu artigo no Estado de S.Paulo, em que opunha retoricamente a repercussão da morte da freira Dorothy Stang no Pará à falta de atenção para o caso da morte de PM em assentamento do MST em Pernambuco. Pois no mesmo jornal encontro hoje uma notinha escondida na página A5 (v. abaixo) que complica ainda mais o caso já por si nebuloso e põe sob suspeita ainda maior a implicação do artigo de Rosenfield, de que os PMs foram atacados por sem-terra no exercício de sua função profissional. Aparentemente, o policial pivô do crime teria interesses outros no assentamento. Leia:
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O sargento da Polícia Militar de
Pernambuco Cícero Jacinto da Silva
comprou uma parcela do Assentamento
Riachão, ligado ao
MST, em Bonito, agreste pernambucano.
O lote de número 23,
com cerca de 7 hectares, foi adquirido
em meados de 2004 ao titular
do lote, Adílson Pedro da Silva,
de acordo com o Incra.
A irregularidade foi constatada
pela superintendente regional do
órgão, Maria de Oliveira, que iniciou
apuração, na sexta-feira, de
denúncia de comércio ilegal de 33
das 98 parcelas do Assentamento
Riachão. A informação de que o
sargento fazia parte desse comércio
ilegal foi fornecida por José Ricardo
Rodrigues de Oliveira, pivô
de confronto com PMs no Assentamento
Bananeiras, em Quipapá,
zona da mata sul, que culminou
com o assassinato do soldado PM
Luiz Pereira da Silva e da manutenção
em cárcere privado do sargento
Cícero Jacinto, no último
dia 5. Em depoimento, o sargento
negou a compra do lote.


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